segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O muito pensar!


Pensando bem não vou chorar,
A vida é feia assim mesmo,
Não vale a pena lágrimas rolar,
Só vale o meu desprezo.

E não sei porque ainda vivo,
Uma missão? um objetivo?
Acho que nada disso existe,
E que só o mundo insiste.

Em nos mostrar que somos podres,
Seres sem a menor importância,
Que vivemos cercados de ignorância,
Que nossa vida, sem relevância.

Ergui a cabeça e pensei estar sonhando,
Vislumbrei um mundo desmanchando,
Sendo engulido pelo seu ego e orgulho,
Sendo escravo de si mesmo, da rotina, do distúrbio.

E esses momentos me fazem apenas refletir,
Que uns choram e outros a sorrir,
Que uns aguentam e outros gozam,
A liberdade de uma vida harmoniosa.

Não vi coerência no meu ser,
Foi apenas um caminho a perecer,
Com a alma ferida e sem mais honra,
Deleito aqui minha triste bronca.

A um mundo onde muitos tem e poucos usam,
A capacidade de compaixão e discernimento,
A de ajudar sem recompensas,
A se doar sem tormentas.

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