sábado, 24 de setembro de 2011

Redenção!

A minha vida vazia,
Não é motivo de alegria,
Nem de euforia, nem vale um texto,
Sou um cara fora de contexto.

Decepcionei quem eu mais amava,
Fiz essas pessoas tristes,
As conduzi a mares de impureza,
E simplesmente depois, vi com clareza.

Que a minha alma era lama,
Minha vida, decepção,
E meu coração,
Vi entregue na ponta de um facão.

E agora desejo,
Com todas as forças,
Desejo sem pensar em amanhã,
Que minha morte cure essas feridas!

Desculpas

A discrepancia de minha alma,
E a ingenuidade de um sorriso,
Se asselham aqui e agora,
Se confundem em meu último suspiro.

Mas nesse breve momento posso falar,
Posso declarar e dizer,
Que peço desculpas por tantas vezes errar,
Por não ser o que esperavam ver.

Mas tentei do fundo d'alma,
Ser tranquilo e com calma,
Tratar a vida e cuidar,
Para nenhuma pessoa machucar.

Mas sinto que pequei ao continuar,
Errei ao tentar consertar,
Mas não fraquejei quando você falou,
Que precisava de um amigo para contar.

Nesse momento,
No meu leito de adeus,
Peço desculpas pelos erros meus,
E desejo a todos toda felicidade!

sábado, 3 de setembro de 2011

Amigos!

Dedico essas próximas linhas a todos meus amigos e pessoas que me aceitaram como sou de verdade:

Não precisei de ouro,
Nossa amizade é mais que diamente puro,
Dos nossos dias fazemos festa,
E nos ruins vemos o quanto estamos juntos nesta.

A vida foi dura para mim,
Mas cultivou e trouxe vocês,
E me acolheram como a um irmão,
Me deram carinho, amor e compaixão.

Brigas tiveram e haverão,
Mas nesses dias veremos o valor,
Sentiremos falta e lá você estão, com seu calor,
Seu amor e clemência, dando a outra face,
Virando para levar minha aflição.

Pedi desculpas por errar,
E vocês me mostraram que faz parte de andar,
De caminharmos juntos,
Um cuidando do outro no grunhir dos ventos.

No grito escuro da noite que me levou,
Senti várias mãos a me puxar,
A me salvar e me reposicionar,
Me mostrando que sozinho nunca mais estou.

OBRIGADO por existerem amigos, vocês são o que me fazem viver!

Nosso amor!

A espera não será em vão,
Não diga que possos viver,
Se só contigo sei ser,
E nenhuma outra e nem nada me completarão.

Porque a inquietude de não te ter,
Me conduz a viver, a respirar,
A esbravejar, a correr e andar,
A vontade de te ter em um segundo e não mais querer.

Mas essa espera vale a pena,
Porque sei que num dado espaço de tempo,
Eternizaremos esse amor sublime,
Faremos dele algo intangível,
Algo inantingível e indiscritível.

Ficaremos gravados na história,
E para sempre em nossas almas,
Olharemos sem arrependimento,
Sem sofrer ou querer voltar,
Pois foram dias perfeitos,
E nada os apagará.

Nos eternizaremos em um amor acima de todos,
Amor que até Deus duvidava,
E que o Diabo debochava,
Mas fomos além dessas falácias.

Desafiamos o tempo, o espaço e a humanidade,
Nos mostramos como somos,
E fomos,
Para sempre marcados por tal sanidade.

Guardião da Vida e o clamor da batalha!

Te vijiarei na noite,
Te guiarei nos dias,
As trevas nunca a consumiram,
Serei um mártir afim,
De conquistar,
A minha liberdade.

Serei totalmente livre,
Apenas quando te beijar,
Quando receber de tua mão o cálice,
Do amor eterno,
Devotarei a minha alma a te zelar,
Para um dia esse amor conquistar.

As vezes me sinto não merecedor,
Mas como alguém que luta não merece tal amor,
Alguém que sempre compreende,
Que mesmo nos dias que me odeia,
Estou lá, a seu lado, no pó de areia.

Sei que conquistarei e nada me deterá,
Nem homens, nem Deus e o Diabo conseguirão,
Me parar na luta para chegar,
Ao topo do mundo,
Para a mais bela flor contemplar.

E aqui estou agora,
E um vazio me consome a alma,
Porque te tenho e isso é tão palpável,
Que perdeu o verdadeiro sentido,
Perdeu a instiga da batalha,
A instiga de cada dia conquistar mais e mais espaço.

E minha luta de nada valeu,
Se o sentido se perdeu,
Se o que fiz não me completou,
Se o que sinto passou.

Você é mais do que sonhava,
Mas não sei como lidar,
Com essa solidão que assola a minha alma,
Essa insconstância de não saber o que procuro,
De ser agora e mudar no futuro.

Mas continuarei a te zelar,
Na insconcistência de querer te conquistar,
Porque não vale a pena só te ter,
O que me instiga é saber,
Que posso te perder,
E que posso te ganhar,
E só assim me completar.

Serei para sempre seu,
Sempre seu guardião,
E também das almas que virão,
E partirão,
Na insconstância de não saber o que são,
Então as guiarei em meio a escuridão.

Monólogo de Segismundo

Posto hoje esse pequeno trecho de um lindo monólogo que ouvi e li, um texto que exubera em magnificência, que resume a vida e a questiona arduamente, questiona o controle e porque aceitamos tudo e cada vez menos temos LIBERDADE!

Monologo de Segismundo


Ai miserável de mim e infeliz!
Apurar, ó céus, pretendo,
já que me tratais assim,
que delito cometi
contra vós outros, nascendo;
que, se nasci, já entendo
qual delito hei cometido:
bastante causa há servido
vossa justiça e rigor,
pois que o delito maior
do homem é ter nascido.

E só quisera saber,
para apurar males meus
deixando de parte, ó céus,
o delito de nascer,
em que vos pude ofender
por me castigardes mais?
Não nasceram os demais?
Pois se eles também nasceram,
que privilégios tiveram
como eu não gozei jamais?

Nasce a ave, e com as graças
que lhe dão beleza suma,
apenas é flor de pluma,
ou ramalhete com asas,
quando as etéreas plagas
corta com velocidade,
negando-se à piedade
do ninho que deixa em calma:
só eu, que tenho mais alma,
tenho menos liberdade?

Nasce a fera, e com a pele
que desenham manchas belas,
apenas signo é de estrelas
graças ao douto pincel,
quando atrevida e cruel,
a humana necessidade
lhe ensina a ter crueldade,
monstro de seu labirinto:
só eu, com melhor instinto,
tenho menos liberdade?

Nasce o peixe, e não respira,
aborto de ovas e lamas,
e apenas baixel de escamas
por sobre as ondas se mira,
quando a toda a parte gira,
num medir da imensidade
co'a tanta capacidade
que lhe dá o centro frio:
só eu, com mais alvedrio,
tenho menos liberdade?

Nasce o arroio, uma cobra
que entre as flores se desata,
e apenas, serpe de prata,
por entre as flores se desdobra,
já, cantor, celebra a obrada natura em piedade
que lhe dá a majestade
do campo aberto à descida:
só eu que tenho mais vida,
tenho menos liberdade?

Em chegando a esta paixão
um vulcão, um Etna feito,
quisera arrancar do peito
pedaços do coração.
Que lei, justiça, ou razão,
nega aos homens - ó céu grave!
privilégio tão suave,
exceção tão principal,
que Deus a deu a um cristal,
ao peixe, à fera, e a uma ave?"

MONÓLOGO DE SEGISMUNDO
(LA VIDA ES SUEÑO, Ato I, Cena I) de Pedro Calderón de la Barca

Aqui está o vídeo do Filme: Tempos de Paz, onde o monólogo foi exposto e otimamente encenado por Dan Stulbach.