Te vijiarei na noite,
Te guiarei nos dias,
As trevas nunca a consumiram,
Serei um mártir afim,
De conquistar,
A minha liberdade.
Serei totalmente livre,
Apenas quando te beijar,
Quando receber de tua mão o cálice,
Do amor eterno,
Devotarei a minha alma a te zelar,
Para um dia esse amor conquistar.
As vezes me sinto não merecedor,
Mas como alguém que luta não merece tal amor,
Alguém que sempre compreende,
Que mesmo nos dias que me odeia,
Estou lá, a seu lado, no pó de areia.
Sei que conquistarei e nada me deterá,
Nem homens, nem Deus e o Diabo conseguirão,
Me parar na luta para chegar,
Ao topo do mundo,
Para a mais bela flor contemplar.
E aqui estou agora,
E um vazio me consome a alma,
Porque te tenho e isso é tão palpável,
Que perdeu o verdadeiro sentido,
Perdeu a instiga da batalha,
A instiga de cada dia conquistar mais e mais espaço.
E minha luta de nada valeu,
Se o sentido se perdeu,
Se o que fiz não me completou,
Se o que sinto passou.
Você é mais do que sonhava,
Mas não sei como lidar,
Com essa solidão que assola a minha alma,
Essa insconstância de não saber o que procuro,
De ser agora e mudar no futuro.
Mas continuarei a te zelar,
Na insconcistência de querer te conquistar,
Porque não vale a pena só te ter,
O que me instiga é saber,
Que posso te perder,
E que posso te ganhar,
E só assim me completar.
Serei para sempre seu,
Sempre seu guardião,
E também das almas que virão,
E partirão,
Na insconstância de não saber o que são,
Então as guiarei em meio a escuridão.
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