quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Sábio Samurai

Perto de Tóquio, vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar Zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos, apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação. Esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para observar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama.

Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho e sábio samurai aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade. Lá, o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos que conhecia, ofendendo, inclusive, seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho sábio permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro desistiu e retirou-se.

Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado tantos insultos e tantas provocações, os alunos perguntaram: — Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que poderia perder a luta, ao invés de se mostrar covarde e medroso diante de todos nós?

Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? — perguntou o Samurai.

A quem tentou entregá-lo — respondeu um dos discípulos.

O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos — disse o mestre. — Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a serenidade, só se você permitir!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Almas distantes!

A distância nos tornou estranhos,
Duas pessoas perdidas no oco dos dias,
Duas almas condenadas,
A estarem milhares de milhas longes um do outro.

Mas sei que marquei o seu viver,
Sei que algum momento,
Eu fiz você esquecer,
Dos maiores tormentos.

Mas agora você me afastou,
E assim, me negou,
Falou que nunca me amou,
Me repudiou.

Jogou em minha cara muitas coisas,
Falou que sua vida era sua,
Disse palavras sujas,
Me atirou no coração no meio da rua.

E agora vem dizendo que me viu,
Mudou seu sentimento e refletiu,
Viu que estava errada,
Admitiu,
Que sem mim não pode viver,
Tentou atrás de mim, Correr.

Mas não adiante mais tentar me procurar,
A nossa vida já se separou,
Não tente mais falar,
Que me ama ou que vamos superar.

Porque o fim chegou,
E agora chorarás,
Sem meu abraço você ficarás,
Pois você desperdiçou,
O amor mais lindo que existia,
Por distância e isso foi covardia.

Então, aqui agora vou te explicar,
Vá procurar outro alguém para amar!