Bateu em meu rosto,
Esbravejou,
Se fez duro e esvariu.
Saiu e partiu,
Levou embora o coração,
Deixou apenas,
A alma partida, sem pena.
Assim veio a compaixão,
E a amizade acompanhou,
Ajudou e demonstrou,
Que ficar no chão não é opção.
Em outros tempos,
Fecharia a cara para tudo,
Falaria que sou um muro,
Que nada dói e não me feri.
Mas agora você me tornou,
Mais vulnerável que a semente ao vento,
Mais fácil de se machucar,
E assim mais fácil de levantar também.
Então agradeço agora,
Pelas conversar duradouras,
Pelos tempos que sentou ali,
E ficou apenas me olhando, me cuidando, se doando para me curar!
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