A vida que passa,
A noite que cai,
Assim vai,
Aninha, vai que vai.
Vai no mundo que só a desilude,
Vai ser algo que não escolhe,
Assim a vida passa,
E ela nada dela decide.
Pois suas esperanças foram tiradas,
Seus talentos não tem valor,
Seu medo é cada vez maior,
E a dor inigualável.
Mas, por fim tudo se trata de mais um pesadelo,
Um desses que Aninha vive diariamente,
E a burguesia não se importa,
Pois isso para eles é apenas mais uma vida sem valor.
Assim o Brasil segue,
Plantando frustrações e colhendo desiluções,
Dizendo não as pessoas,
E fazendo delas escravas do sistema!
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