segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Roubo!

Vou reservar-me ao silêncio de poucas palavras,
Vou falar-las apenas uma vez,
E espero que estas a toquem na alma.

Assim seja feita a vontade de Deus,
Sendo que essa é proveniente da alheia,
Vinda da humildade dos que rejeitam o que comer,
Para alimentar bocas mais famintas.

Mas estas mesmas mãos e bocas,
Mordem e se debatem,
Diante do mais injusto dos fazeres,
Do mais horripilante dos pecados,
O ROUBO.

Não o roubo de dinheiro para saciar a fome,
Mas aquele que acontece diariamente,
Onde o Homem mata o próximo e rouba da sua mulher, filhos e parentes,
O direito de amar e ser amado, o direito de compartilhar!

Assim, o mundo perpetua um ciclo de maldades,
Assim perdura um universo infinito sem que seja nada dito,
E assim não adianta que eu diga mais nada,
Reservo-me novamente ao silêncio, mas agora, de nenhuma palavra!

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